Os Vinhos

Divido os vinhos tranquilos – popularmente designados por vinhos de mesa – de acordo com a frequência de momentos de consumo que o seu preço, reflexo (relativamente proporcional) da qualidade e da quantidade produzida, permite. Todos os anos, durante os meses de Maio e Junho, provo, com a metodologia de prova cega, mais de 1500 vinhos que partilham entre si duas características: o seu preço de prateleira estar balizado entre 2 e 10 euros e se encontrarem em comercialização na moderna distribuição, prontos para entrar num carrinho de compras; a selecção das melhores classificações é editada em livro. Entretanto, durante o mês de Outubro provo, também em prova cega, cerca de 800 vinhos que a imensa maioria da produção nacional considera como as suas propostas de nível superior: os topos de gama. É também com base nos resultados (que serão publicados, durante o período de Natal, em formato electrónico neste meu site) que justifico as nomeações para os melhores vinhos e os melhores produtores de Vinhos de Calendário, ou seja, néctares que, devido à sua exclusividade e preço, merecem a escolha do consumidor de forma espaçada no calendário, muitas vezes como testemunhas de boas celebrações.

VINHO DE CALENDÁRIO

GRANDE ROCIM RESERVA
Regional Alentejano, Tinto, 2021, 94 Pts.
Lote com Alicante Bouschet. Granada intenso com tons carmim. Cacau entre finas madeiras doces e especiadas, iogurte de bagos, notas de caruma entre outros peitorais refrescantes. Carnudo, especial e intenso, frescura atrevida mas, tal com o tanino, desenhada para guarda longa. Gastronómico.
ROCIM

TOP 24 DO NOVO GUIA COPO & ALMA “Melhores 362 Vinhos Portugueses 2024”

VINHO DIÁRIO

FERNÃO DE MAGALHÃES
DOC Douro, Rosé, 2022, 91 Pts.
Lote com Touriga-Nacional. Água clara de cobre. Fruto vermelho tímido, leve pão doce. Cremoso e elegante, lavante, longo e de boa mesa. Boa compra.
ADEGA COOPERATIVA DE SABROSA
TOP 100 DO NOVO GUIA POPULAR DE VINHOS 2024.
À VENDA NAS LIVRARIAS.

W AWARDS 2024

Começo a contagem decrescente para os prémios W de 2024 que serão revelados em Janeiro do próximo ano. Celebro, com a premiação de todos os elos da fileira nacional do vinho, mais um ano de contacto com os meus W-amigos, através de www.w-anibal.com e do blog.w-anibal.com. E que ano! O formato da newsletter semanal dedicada ao vinho e a outros líquidos alimentares com história, emoção, procura e interesse social, foi muito bem acolhido pelos internautas – mais de 30.000 – a quem envio o meu sincero agradecimento. saiba mais

GUIA COPO & ALMA 2024

VALHA-NOS O VINHO 2023 foi um ano guerreiro e desumano. Não é fácil olhar para os nossos filhos e netos e prever um futuro risonho, sustentável, respeitador e pacífico, nas comunidades locais e globais. Ao contrário dos mundos de Tolkien ou Rowling, onde as trevas são superadas pela resiliência da bondade e da amizade, a realidade no planeta Terra tem mais assimetrias entre ricos e pobres, mais ódio entre os povos e as religiões, mais dúvidas do que certezas na bondade, progresso e liberdade das sociedades democráticas. O Papa Francisco foi uma aberta cintilante mas passageira no meio de nuvens negras. O mundo mudou. Mas as vinhas continuam a frutificar anualmente, os novos vinhos portugueses chegam com periodicidade anual e os esforços dos nossos guerreiros lusitanos – viticultores, produtores, enólogos, comerciais – para impor um papel principal no mercado global do vinho, continuam, contra ventos e marés, contra muitas décadas de atraso face aos vinhos de França e Itália, contra as alterações climáticas, chegando ao impressionante valor de receita direta de 3 mil milhões de euros e de mais de 10 mil milhões de receitas indiretas. Fica o meu contributo para a visibilidade de alguns dos bons vinhos nacionais, novidades no mercado tão exigente. Venceremos, porque somos os melhores artesãos do vinho, no passado, no presente e no futuro.

PATROCINADORES W

SPONSORS PROJECTOS W

COOPERATIVA AGRÍCOLA SANTO ISIDRO DE PEGÕESFoi o grande proprietário rural e industrial de cerveja José Rovisco Pais quem doou as suas herdades de Pegões aos Hospitais Civis de Lisboa. Nelas viria a ser executado o maior projecto de Colonização Interna com a fixação de centenas de casais agrícolas e a plantação de 830 hectares de vinha. A Cooperativa Agrícola constituída por Alvará de 7 de Março de 1958 veio fornecer o apoio técnico e logístico à elaboração dos primeiros vinhos de Pegões. Numa primeira fase da sua existência a Cooperativa beneficiou de substanciais apoios financeiros e tecnológicos do sector estatal. Seguiu-se uma fase de ocupação e desequilibrio, consequente do processo revolucionário em curso ( 1975 – 76). Finalmente nos últimos 15 anos a Cooperativa empreendeu uma estratégia sistemática de modernização e estabilização financeira com o objectivo de melhorar e valorizar os vinhos da sua marca. Neste período a Cooperativa investiu cerca de 15.000.000€ para dotar a Adega com sistemas de vinificação e estabilização a frio, revestimento a “EPOXY” dos primitivos depósitos de cimento, complexo de cubas de INOX para fermentação com controle de temperatura, prensas de vácuo e pneumáticaas, modernas linhas de enchimento e rotulagem, ETAR, caves para estágio de vinhos com mais de 3.000 barricas, obras de beneficiação e conservação geral de edifícios e pavimentação dos acessos fabris. No plano da organização interna, avançou-se na informatização da empresa que, neste momento, está certificada na norma NP EN ISO 9001: 2000 e HACCP.

CASA ERMELINDA FREITAS. Dedica-se à produção de vinho desde 1920. Os 550 hectares de vinhas estão situados em Fernando Pó, uma zona privilegiada da região de Palmela, com 60% de Castelão, 20% de variedades tintas (como Touriga Nacional, Trincadeira, Syrah, Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Franca, Merlot, Petit Verdot, Pinot Noir, Petite Sirah, Carmenere ou Moscatel Roxo) e 20% de uvas brancas (como Fernão Pires, Chardonnay, Artinto, Verdelha, Sauvugnon Blanc, Moscatel de Setúbal, Viosinho, Encruzado, Alvarinho, Pinot Grigio, Viognier, Vermentino e Gewürztraminer), perfazendo um total de 30 castas diferentes, que são exploradas anualmente na Casa Ermelinda Freitas.

ADEGA COOPERATIVA DE PINHELA Adega Cooperativa de Pinhel é uma organização que procede à vinificação das uvas fornecidas pelos seus associados. Utilizando os meios tecnologicamente mais evoluídos a ACP preserva a tipicidade e a qualidade dos vinhos da região. A Adega Cooperativa de Pinhel prestigia o sector através da contínua interação com os seus Associados, Colaboradores, Clientes e o Meio Social em que se insere. Desde tempos muito antigos que em Pinhel, e seu termo, se praticava a cultura da vinha e se produziam vinhos de alta qualidade; já nos princípios do ano 1500, o Rei D. Manuel I, o Venturoso, concedeu diversas regalias e privilégios em favor dos vinhos de Pinhel. Em 1942 e 1943, houve colheitas abundantes e não havia escoamento para a produção, foi então que a Junta Nacional do Vinho, recentemente criada, como organismo de Coordenação Económica, e que veio substituir a antiga Federação dos Vinicultores do Centro e Sul de Portugal, instalou em Pinhel uma caldeira móvel de destilação, acionada por uma geradora locomóvel, em que foram destilados milhões de litros de vinho e que veio resolver a crise gravíssima, que afetava os lavradores da Região, que viviam exclusivamente do rendimento do vinho.

Todas as Marcas Participantes nos Projectos W 2023