Os Vinhos

Divido os vinhos tranquilos – popularmente designados por vinhos de mesa – de acordo com a frequência de momentos de consumo que o seu preço, reflexo (relativamente proporcional) da qualidade e da quantidade produzida, permite. Todos os anos, durante os meses de Maio e Junho, provo, com a metodologia de prova cega, mais de 1500 vinhos que partilham entre si duas características: o seu preço de prateleira estar balizado entre 2 e 10 euros e se encontrarem em comercialização na moderna distribuição, prontos para entrar num carrinho de compras; a selecção das melhores classificações é editada em livro. Entretanto, durante o mês de Outubro provo, também em prova cega, cerca de 800 vinhos que a imensa maioria da produção nacional considera como as suas propostas de nível superior: os topos de gama. É também com base nos resultados (que serão publicados, durante o período de Natal, em formato electrónico neste meu site) que justifico as nomeações para os melhores vinhos e os melhores produtores de Vinhos de Calendário, ou seja, néctares que, devido à sua exclusividade e preço, merecem a escolha do consumidor de forma espaçada no calendário, muitas vezes como testemunhas de boas celebrações.

VINHO DE CALENDÁRIO

FREIXO, FAMILY COLLECTION
DOC Alentejo, Tinto, 2017.
Lote com Touriga-Nacional. Granada intenso. Finos tostados de fumo e especiaria, eucalipto peitoral, também caruma e esteva, alicorados de fruto vermelho e ameixa. Elegante, cremoso, conversador, sucrosidade bem trabalhada em função da longa vida de taninos gastronómicos. Qualitativo.
HERDADE DO FREIXO II
TOP 24 DO GUIA COPO & ALMA “Melhores Vinhos Portugueses de Calendário 2022”

VINHO DIÁRIO

QUINTA DOS TERMOS, TALHÃO DA SERRA, RESERVA
DOC Beira Interior, Tinto, 2017, 91 Pts.
Rufete. Cor granada aberta a média. Tostados de especiaria negra, bagos vermelhos alicorados, notas peitorais como caruma e mato molhado. Elegante, tanino bem desenhado com cobertura sucrosa grata. Com personalidade.
QUINTA DOS TERMOS
TOP 100 DO GUIA POPULAR DE VINHOS 2022.
À VENDA NAS LIVRARIAS.

PATROCINADORES W

TODAS AS SEMANAS OS MELHORES WINE SPOTS NACIONAIS

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COOPERATIVA AGRÍCOLA SANTO ISIDRO DE PEGÕESFoi o grande proprietário rural e industrial de cerveja José Rovisco Pais quem doou as suas herdades de Pegões aos Hospitais Civis de Lisboa. Nelas viria a ser executado o maior projecto de Colonização Interna com a fixação de centenas de casais agrícolas e a plantação de 830 hectares de vinha. A Cooperativa Agrícola constituída por Alvará de 7 de Março de 1958 veio fornecer o apoio técnico e logístico à elaboração dos primeiros vinhos de Pegões. Numa primeira fase da sua existência a Cooperativa beneficiou de substanciais apoios financeiros e tecnológicos do sector estatal. Seguiu-se uma fase de ocupação e desequilibrio, consequente do processo revolucionário em curso ( 1975 – 76). Finalmente nos últimos 15 anos a Cooperativa empreendeu uma estratégia sistemática de modernização e estabilização financeira com o objectivo de melhorar e valorizar os vinhos da sua marca. Neste período a Cooperativa investiu cerca de 15.000.000€ para dotar a Adega com sistemas de vinificação e estabilização a frio, revestimento a “EPOXY” dos primitivos depósitos de cimento, complexo de cubas de INOX para fermentação com controle de temperatura, prensas de vácuo e pneumáticaas, modernas linhas de enchimento e rotulagem, ETAR, caves para estágio de vinhos com mais de 3.000 barricas, obras de beneficiação e conservação geral de edifícios e pavimentação dos acessos fabris. No plano da organização interna, avançou-se na informatização da empresa que, neste momento, está certificada na norma NP EN ISO 9001: 2000 e HACCP.

CASA ERMELINDA FREITAS. Dedica-se à produção de vinho desde 1920. Os 550 hectares de vinhas estão situados em Fernando Pó, uma zona privilegiada da região de Palmela, com 60% de Castelão, 20% de variedades tintas (como Touriga Nacional, Trincadeira, Syrah, Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Franca, Merlot, Petit Verdot, Pinot Noir, Petite Sirah, Carmenere ou Moscatel Roxo) e 20% de uvas brancas (como Fernão Pires, Chardonnay, Artinto, Verdelha, Sauvugnon Blanc, Moscatel de Setúbal, Viosinho, Encruzado, Alvarinho, Pinot Grigio, Viognier, Vermentino e Gewürztraminer), perfazendo um total de 30 castas diferentes, que são exploradas anualmente na Casa Ermelinda Freitas.

CORK SUPPLY. Foi fundada em 1981 por Jochen Michalski na reconhecida região vinícola do Norte da Califórnia. Nas três décadas que se seguiram, sob a liderança pioneira de Jochen, a Empresa multiplicou os seus colaboradores e a sua atividade por todo o mundo. Através de uma produção global e sede de Investigação & Desenvolvimento implementada em Portugal, com operações de serviço ao cliente por toda a Europa, América do Norte, América do Sul, Austrália, África do Sul e China, a Cork Supply fornece os seus produtos e serviços de qualidade em todas as principais zonas produtoras do mundo. Hoje em dia, a Cork Supply é um dos maiores fabricantes de rolhas naturais para a indústria vinícola a nível global e é o maior fornecedor de rolhas naturais da América do Norte. Todos os produtos da Cork Supply são fabricados com o mesmo compromisso: orientado para a satisfação do cliente com garantia de qualidade, que fez merecer a nossa reputação de especialistas em engarrafamento no seio da indústria vinícola.

ADEGA COOPERATIVA DE PINHELA Adega Cooperativa de Pinhel é uma organização que procede à vinificação das uvas fornecidas pelos seus associados. Utilizando os meios tecnologicamente mais evoluídos a ACP preserva a tipicidade e a qualidade dos vinhos da região. A Adega Cooperativa de Pinhel prestigia o sector através da contínua interação com os seus Associados, Colaboradores, Clientes e o Meio Social em que se insere.
Desde tempos muito antigos que em Pinhel, e seu termo, se praticava a cultura da vinha e se produziam vinhos de alta qualidade; já nos princípios do ano 1500, o Rei D. Manuel I, o Venturoso, concedeu diversas regalias e privilégios em favor dos vinhos de Pinhel.
Em 1942 e 1943, houve colheitas abundantes e não havia escoamento para a produção, foi então que a Junta Nacional do Vinho, recentemente criada, como organismo de Coordenação Económica, e que veio substituir a antiga Federação dos Vinicultores do Centro e Sul de Portugal, instalou em Pinhel uma caldeira móvel de destilação, acionada por uma geradora locomóvel, em que foram destilados milhões de litros de vinho e que veio resolver a crise gravíssima, que afetava os lavradores da Região, que viviam exclusivamente do rendimento do vinho.

Todas as Marcas Participantes nos Projectos W 2021