Os Vinhos

Divido os vinhos tranquilos – popularmente designados por vinhos de mesa – de acordo com a frequência de momentos de consumo que o seu preço, reflexo (relativamente proporcional) da qualidade e da quantidade produzida, permite. Todos os anos, durante os meses de Maio e Junho, provo, com a metodologia de prova cega, mais de 1500 vinhos que partilham entre si duas características: o seu preço de prateleira estar balizado entre 2 e 10 euros e se encontrarem em comercialização na moderna distribuição, prontos para entrar num carrinho de compras; a selecção das melhores classificações é editada em livro. Entretanto, durante o mês de Outubro provo, também em prova cega, cerca de 800 vinhos que a imensa maioria da produção nacional considera como as suas propostas de nível superior: os topos de gama. É também com base nos resultados (que serão publicados, durante o período de Natal, em formato electrónico neste meu site) que justifico as nomeações para os melhores vinhos e os melhores produtores de Vinhos de Calendário, ou seja, néctares que, devido à sua exclusividade e preço, merecem a escolha do consumidor de forma espaçada no calendário, muitas vezes como testemunhas de boas celebrações.

VINHO DE CALENDÁRIO

QUINTA DA REDE GRANDE RESERVA
DOC Douro, Branco, 2019, 94 Pts.
Arinto e Rabigato. Amarelo-citrino médio. Tostados doces e peitorais com fruta cítrica, pomar branco em iogurte. Mentas e matos aromáticos entre baunilha. Cremoso, fresco e muito salivante, cremoso e sucroso, longo, muito gastronómico, leve pólen final. Superior.
QUINTA DA REDE SOCIEDADE AGRÍCOLA
TOP 24 DO NOVO GUIA COPO & ALMA “Melhores 362 Vinhos Portugueses 2024”

VINHO DIÁRIO

COLOSSAL, GRANDE RESERVA
IG Lisboa, Tinto, 2020, 91 Pts.
Touriga-Nacional, Tinta-Roriz, Syrah e Alicante Bouschet. Granada intenso e carmim. Vinoso. Bagos negros e vermelhos em cacau, tostados de café com boa integração. Doçura a aveludar tanino viçoso, de longa presença. Qualitativo.
CASA SANTOS LIMA
TOP 100 DO NOVO GUIA POPULAR DE VINHOS 2024.
À VENDA NAS LIVRARIAS.

PRÉMIOS W 2023 – TODOS OS VENCEDORES

w-anibal.com/premiosw2023

NOVO GUIA COPO & ALMA “Os Melhores 362 Vinhos Portugueses 2024”

VALHA-NOS O VINHO 2023 foi um ano guerreiro e desumano. Não é fácil olhar para os nossos filhos e netos e prever um futuro risonho, sustentável, respeitador e pacífico, nas comunidades locais e globais. Ao contrário dos mundos de Tolkien ou Rowling, onde as trevas são superadas pela resiliência da bondade e da amizade, a realidade no planeta Terra tem mais assimetrias entre ricos e pobres, mais ódio entre os povos e as religiões, mais dúvidas do que certezas na bondade, progresso e liberdade das sociedades democráticas. O Papa Francisco foi uma aberta cintilante mas passageira no meio de nuvens negras. O mundo mudou. Mas as vinhas continuam a frutificar anualmente, os novos vinhos portugueses chegam com periodicidade anual e os esforços dos nossos guerreiros lusitanos – viticultores, produtores, enólogos, comerciais – para impor um papel principal no mercado global do vinho, continuam, contra ventos e marés, contra muitas décadas de atraso face aos vinhos de França e Itália, contra as alterações climáticas, chegando ao impressionante valor de receita direta de 3 mil milhões de euros e de mais de 10 mil milhões de receitas indiretas. Fica o meu contributo para a visibilidade de alguns dos bons vinhos nacionais, novidades no mercado tão exigente. Venceremos, porque somos os melhores artesãos do vinho, no passado, no presente e no futuro.

PATROCINADORES W

SPONSORS PREMIUM PROJECTOS W

COOPERATIVA AGRÍCOLA SANTO ISIDRO DE PEGÕESFoi o grande proprietário rural e industrial de cerveja José Rovisco Pais quem doou as suas herdades de Pegões aos Hospitais Civis de Lisboa. Nelas viria a ser executado o maior projecto de Colonização Interna com a fixação de centenas de casais agrícolas e a plantação de 830 hectares de vinha. A Cooperativa Agrícola constituída por Alvará de 7 de Março de 1958 veio fornecer o apoio técnico e logístico à elaboração dos primeiros vinhos de Pegões. Numa primeira fase da sua existência a Cooperativa beneficiou de substanciais apoios financeiros e tecnológicos do sector estatal. Seguiu-se uma fase de ocupação e desequilibrio, consequente do processo revolucionário em curso ( 1975 – 76). Finalmente nos últimos 15 anos a Cooperativa empreendeu uma estratégia sistemática de modernização e estabilização financeira com o objectivo de melhorar e valorizar os vinhos da sua marca. Neste período a Cooperativa investiu cerca de 15.000.000€ para dotar a Adega com sistemas de vinificação e estabilização a frio, revestimento a “EPOXY” dos primitivos depósitos de cimento, complexo de cubas de INOX para fermentação com controle de temperatura, prensas de vácuo e pneumáticaas, modernas linhas de enchimento e rotulagem, ETAR, caves para estágio de vinhos com mais de 3.000 barricas, obras de beneficiação e conservação geral de edifícios e pavimentação dos acessos fabris. No plano da organização interna, avançou-se na informatização da empresa que, neste momento, está certificada na norma NP EN ISO 9001: 2000 e HACCP.

CASA ERMELINDA FREITAS. Dedica-se à produção de vinho desde 1920. Os 550 hectares de vinhas estão situados em Fernando Pó, uma zona privilegiada da região de Palmela, com 60% de Castelão, 20% de variedades tintas (como Touriga Nacional, Trincadeira, Syrah, Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Franca, Merlot, Petit Verdot, Pinot Noir, Petite Sirah, Carmenere ou Moscatel Roxo) e 20% de uvas brancas (como Fernão Pires, Chardonnay, Artinto, Verdelha, Sauvugnon Blanc, Moscatel de Setúbal, Viosinho, Encruzado, Alvarinho, Pinot Grigio, Viognier, Vermentino e Gewürztraminer), perfazendo um total de 30 castas diferentes, que são exploradas anualmente na Casa Ermelinda Freitas.

ADEGA COOPERATIVA DE PINHELA Adega Cooperativa de Pinhel é uma organização que procede à vinificação das uvas fornecidas pelos seus associados. Utilizando os meios tecnologicamente mais evoluídos a ACP preserva a tipicidade e a qualidade dos vinhos da região. A Adega Cooperativa de Pinhel prestigia o sector através da contínua interação com os seus Associados, Colaboradores, Clientes e o Meio Social em que se insere. Desde tempos muito antigos que em Pinhel, e seu termo, se praticava a cultura da vinha e se produziam vinhos de alta qualidade; já nos princípios do ano 1500, o Rei D. Manuel I, o Venturoso, concedeu diversas regalias e privilégios em favor dos vinhos de Pinhel. Em 1942 e 1943, houve colheitas abundantes e não havia escoamento para a produção, foi então que a Junta Nacional do Vinho, recentemente criada, como organismo de Coordenação Económica, e que veio substituir a antiga Federação dos Vinicultores do Centro e Sul de Portugal, instalou em Pinhel uma caldeira móvel de destilação, acionada por uma geradora locomóvel, em que foram destilados milhões de litros de vinho e que veio resolver a crise gravíssima, que afetava os lavradores da Região, que viviam exclusivamente do rendimento do vinho.

Todas as Marcas Participantes nos Projectos W 2021